Não há como negar que a E3 desse ano foi a mais fraca dos últimos anos. Pudera, já que estamos em uma época de fim de geração de consoles que já dura longos seis anos. Dura tanto por causa do poder de processamento dos consoles e pela sobrevida que o Playstation 3 e o Xbox 360 ganharam com os controles de movimento.

Em época de E3, e principalmente nas últimas, é sempre o mesmo sentimento: Gamers hardcore esperam sempre por anúncios bombásticos a nível de gozarem em suas calças para chegar no fim da conferência de sua empresa-deusa para o momento “release the Kraken” (ou o famoso soltarem os cachorros) em cima da empresa.

Para tentar conquistar seus fã-boys, Sony e Microsoft apostaram em franquias conhecidas para dar um último gás para seus consoles.

A Microsoft não teve vergonha na cara e apresentou Halo 4, Forza Horizon e Gears of War Judgment. O que sinceramente me parece uma medida desesperada de segurar a os jogadores da caixa verde um pouco mais enquanto não apresentam o novo console, que deve acontecer no próximo ano. Porém passou a conferência sem anunciar um jogo novo para o público hardcore.

A Sony ainda foi mais além e apresentou um nova franquia: Beyond Two Souls. Apesar de ser estrelada pela ótima Ellen Page, não deve passar de uma novela com quick time events como foi Heavy Rain. Ainda teve espaço para momentos casuais e de vergonha alheia geradora de gifs com o Book of Spells baseado no mundo de Harry Potter. Ressalva, e bela ressalva diga-se de passagem, para a demo de The Last of Us que me deixou inclusive com vontade de comprar um Playstation 3.

A Nintendo foi a campeã em anunciar NADA relevante e tinha a faca e o queijo na mão para ganhar a E3. Com o twitter inteiro de “My Body is Reggie”, ela começou forte com Pikmin 3 e com o anúncio de Reggie falando que o Wii U teria até 23 jogos para a feira. O que não vale NADA se mais da metade desses jogos são casuais ou ports do Xbox 360 ou Playstation 3. Entre Batman Arkham City e Mass Effect 3, NintendoLand foi o destaque negativo. Uma tentativa de reproduzir o impacto que Wii Sports teve com o Wii, só que agora para o Wii U e definitivamente não agradou os fãs que esperavam anúncios do tipo Zelda ou Metroid.

No final das contas, na Guerra da E3, quem chegou mais próximo de conquistar o trono foi a Ubisoft. Apresentando belos jogos como Assassin’s Creed 3 e Rayman, além de novos jogos e interessantes jogos como ZombiU e Watch Dogs, acabou por conquistar os videogameiros que esperavam algo das três grandes da principais produtoras.

Apesar da fraquíssima E3, é possível compreender porque foi da forma que foi. Em fim de geração as empresas não querem arriscar apresentando novos jogos já que definitivamente eles devem estar sendo preparados para os novos consoles. A Nintendo foi a única a apresentar um novo hardware, porém errou em não apresentar um line-up de novos e decentes títulos para o público que estava empolgado com o Wii U e procurava um motivo para comprar o console no primeiro dia.

Infelizmente as expectativas dos videogameiros só devem ser preenchidas na próxima E3 quando a Microsoft e a Sony devem a anunciar novos consoles e provavelmente novos jogos. Até lá só nos resta rir com as gifs de vergonha alheia que foram as conferências.