Max Payne está de volta novamente com todos aqueles elementos que o fizeram uma série de sucesso: Bullet time, clima noir e muito, MUITO tiro. Só que agora ele largou sua cidade natal, Nova York e Nova Jersey, está viciado em bebidas e remédio, e a cidade de São Paulo não está tão noir assim. Mas quem se importa, se ainda você pode crivar seus inimigos de bala em camera lenta, enquanto se atira de um andar para o outro de um prédio?

Max Payne 3

A história começa com Max como segurança de um alto empresário da cidade de São Paulo, que tem um irmão boêmio, outro irmão político, uma esposa baladeira e uma cunhada filantropa. E precisa proteger essa família contra as sucessivas tentativas de sequestro dos seus membros, e em seguida do seus resgates.

Como não podia deixar de ser, é tudo muito confuso e desnorteado. Max, como sempre, nunca entende nada o que está acontecendo e quem são os envolvidos. E dessa vez tem um agravante, ele não falar, ler ou mesmo entender a língua local, e isso é visivelmente pertubador, ainda mais quando se vive bêbado, e viciado em remédios.

A mecânica do jogo está muitas vezes melhor que sua versão anterior, os comandos funcionam bem, e em poucos minutos é simples de se acostumar com o tiro, a mira e o bullet time, que é acionado quando se dá um pulo (para frente, para trás ou para os lados) ou mesmo parado para que se possa fazer os movimentos livremente. Fora a adição do cover base (murinho) que traz um combate bem mais interessante e realista, e a Inteligência Artificial que não fica parada no lugar esperando você sair do seu esconderijo.

A adaptação da cidade é uma agradável surpresa, todas as fases do jogo são ambientes fechados, mas você passa por lugares conhecidos e outros não tanto. Temos uma cobertura de um prédio e o cenário lembra bastante os meandros da Paulista, o estádio do Galatians que lembra bastante o Corinthians e o estádio seria uma mescla do Morumbi e Pacaembu, as docas do (sic) Tietê que não lembra nada em específico e a favela Nova Esperança que é um belo exemplo de trazer todos os elementos de uma favela brasileiras em seus detalhes.

Max Payne 3

Tudo está na nossa língua a não ser os diálogos principais e a narração de Max Payne. A quantidade de referências, mesmo as que não fazem muito sentido, são gigantes. Podemos dizer que a equipe que criou o game entendeu muito  bem o espírito brasileiro e o espírito paulista, temos muitas referências a cultura local, nosso folclore, programas de televisão, gírias e etc. Posso citar vários exemplos como: a novela Amor&Damas e o desenho animado que o vilão é o Saci-pererê que passam na TV, as Coxinhas dentro da delegacia de polícias e o amor dos brasileiros pelo futebol. E as músicas dão um toque brasileiro, como

Quanto aos desafios de Max Payne nada é muito complexo, aliás para quem está acostumado a jogos de Third Person Shooter, é bem fácil de terminar em umas 15 horas na dificuldade normal. Os inimigos, compostos pelo Comando Sombra, os Crachá Preto (duvido que só eu ache esse nome zuado) e os policiais corruptos tem uma IA boa, mas também não chegam a ser  desafiadores. Game tem poucas fases separados em 3 atos, que mostram a evolução de Max para superar seus problemas, entender o que está acontecendo e dar cabo da situação.

No final das contas, é um ótimo jogo, com um enredo bom, e muito bem ambientado nas terras tupiniquins. Max Payne está mais agressivo e podemos sentir no controle o peso da idade. Além do multiplayer que vale gastar algumas horas.

+ INFO

  • Max Payne 3
  • Plataforma: PC, Xbox 360, Playstation 3
  • Desenvolvedora: Rockstar Games
  • Lançamento: Jun 1, 2012 (US)
  • Gênero: Ação/Tiro em terceira pessoa
  • Características: Língua principal em inglês com legendas em portugês

Compre Max Payne 3 clicando a baixo:

Compre Max Payne 3