Tem muito jogador por aí dizendo que o JRPG morreu, parou no tempo, não consegue se inovar e que deveria seguir os padrões de RPG’s ocidentais como Skyrim ou Mass Effect onde a sua escolha, teoricamente, faz a diferença na sua experiência com o jogo.

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E o Role Playing Game é justamente isso: Definir suas escolhas e observar o quanto elas influenciarão na história, baseado no personagem que você decidiu ser. O JRPG nunca foi dessa forma e acredito ser um dos poucos que defende a não mudança do estilo.

Para começar, pode ser até equivocado dizer que o JRPG é realmente um

ChronoRPG. Seja Dragon Quest ou Final Fantasy, pelo menos o que pude jogar, em nenhum deles eu interpretava o papel do personagem que tinha suas escolhas que pudessem influenciar na história. Eu podia sim escolher os itens que usaria na batalha, minhas armas, minha armadura, poderes que usaria ou não e até profissões, mas nunca que tomasse rumos diferentes na história.

Com exceção de Chrono Trigger, ou nem tanto, os JRPG’s em sua maioria são story driven com um enredo mais elaborado, elementos de RPG no desenvolvimento do personagem como as skills e habilidades especiais e no próprio e hoje criticado sistema de batalha por turnos.

Se por um lado Skyrim nos permite fazer nossas próprias escolhas e decidir ou não ajudar um aldeão, virar um assassino ou destruir a facção de assassinos ele não traduz o que é uma batalha de RPG de mesa. Não é o ponto aqui, discutir se esse sistema é bom ou não. A questão é que Skyrim, Mass Effect entre outros RPG’s ocidentais, não possuem o sistema de turno totalmente característico desse tipo de jogo.

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Ambos os RPG’s, ocidentais e orientais possuem seus métodos e méritos e acredito que nem um ou outro deva mudar o seu estilo. Para muitos jogadores, o sistema de turnos de um JRPG pode ser maçante, assim como vagar por um mundo aberto sem uma direção pode não agradar outros jogadores.

Às vezes só queremos observar uma boa história que no conduza por um começo, meio e fim e que nos faça saber que contribuímos de alguma forma para ela acontecer, no caso, jogando. Em outros momentos, queremos fazer a história e definir por completo a personalidade e atos dos nossos personagens no jogo. Ou seja, acredito que há espaço para ambos os gêneros sem que eles possam ser engolidos um pelo outro.