O que é o Hype? Segundo o google é: a promoção extrema de uma pessoa, ideia, produto. Geralmente é algo passageiro, como o assunto da moda.

No mundo dos games o hype está cada vez mais presente, alimentado pela volta das franquias consagradas que estão há muitos anos esquecidas e tem fãs fervorosos sedentos por mais daquele mundo que eles “amam”, ou de jogos que são promessas de evoluções de gráficos e de novos conceitos.

Diablo 3 Capa

Na minha visão, o hype tem dois caminhos bem claros:

Os que são diretamente ligados a disseminação de alguma informação, vazada ou não,  de um novo produto que pode ser uma revolução trazendo um novo conceito junto com ele ou atualização de algo que já existe e tem milhares de fãs pelo mundo.

Os que partem da comunidade, blogs, fãs, redes sociais, etc, e chega aos ouvidos das empresas e veem um potencial em lucrar com aquilo que já se auto-promoveu.

As empresas fazem pesquisas de mercado, ou mesmo alguma notícia caí na internet dizendo que determinada produtora pretende reviver um jogo que tem muitos fãs, e quando de certa forma aquela notícia se espalha produtora em questão martela ações, virais e propagandas e ela acaba criando um hype em torno do produto.

Hypes na minha visão não são ruins, mas temos que tomar cuidado com a avalanche de coisas que nos inunda todos os dias e que no fim são apenas hypes e como lá em cima a definição diz: “Geralmente é algo passageiro, como o assunto da moda”.

Elder-Scrolls-V-Skyrim

Posso dar um exemplo de um Hype que faz pouco tempo: Skyrim. Quando a primeira notícia apareceu nos blogs dizendo que a Bethesda estava desenvolvendo um novo “The Elder Scrolls”, os fãs da série caíram no hype, mesmo sem ter visto uma única imagem, só tendo em mãos uma especulação, as pessoas já sonhavam como seria. E eu que não conhecia a franquia, e estava alheio a tudo isso, não conseguia entender como as pessoas podiam ficar tão ouriçadas com algo que ainda não era concreto.

As notícias sobre Skyrim continuaram a aparecer: um primeiro vídeo com narração em Off e uma pedra com dragão esculpida surgiram na internet e pessoas choravam sangue por estar vendo aquilo, só pela expectativa de poder reviver aquela experiência que teve nos jogos da série

Outros vídeos pipocaram na internet e quando vi finalmente o que era o jogo, assisti o gameplay e meus amigos aumentando a pilha sobre ele, acabei entrando também no hype poucos dias antes do lançamento e comecei a experimentar toda aquela fissura que os outros fãs da série estavam sentindo.

Quando finalmente eu coloquei as mãos no jogo, vi que tudo aquilo que falavam e que o jogo prometia foram cumpridos e não me arrependi de ter adquirido. Nesse caso todo hype criado em cima do game, foi positivo e me ajudou a abrir os olhos para esse maravilhoso jogo.

Mas e quando o hype cria um monstro de expectativa? Fãs que imaginam como seriam o jogo vislumbram um milhão de teorias e quando a empresa entrega, os mais xiitas reclamam e cospem no nome da empresa e “xingam muito no twitter”.

Mass Effect 3

Isso acontece! É o caso de Mass Effect 3 e seu “final-que-os-fãs-não-gostaram”, onde a expectativa da conclusão da trilogia foi elevada às alturas e quando foi entregue os mais xiitas repudiaram, pegaram suas tochas e foram às redes sociai, e conseguiram que fosse feito um novo final via DLC. Atitude essa que não concordo: nem reclamar do final proposto, nem acatar essas reclamações fazendo um “agradado” para os fãs.

Aqui temos uma entrevista com Alex Mayberry, produtor de Diablo 3 que fala um pouco da transição de Diablo 1 e 2 para o novo game, e comenta um pouco sobre a “revolta” dos fãs.

Temos que tomar cuidado com os hypes pois movimentos errados das empresas podem transformar o amor dos fãs em ódio instântaneo. Claro que que é legal e viável financeiramente agradar a todos, mas quando isso não acontece a comoção dos fanboys faz muito barulho na comunidade, assustando muitas vezes as produtoras de games que acabam cedendo e dando “agrados” como correções feitas por DLC ou atualizações (que as vezes são mudança do jogo pedidas pelos fãs).

Como Alex Mayberry fala no vídeo, os fãs queriam as coisas antigas do antigo Diablo, porém com inovação. Eles tentaram chegar num equilíbrio e mesmo assim tem uma boa parte da comunidade que não gostou do resultado final.

É sempre bom prestar atenção nos hypes e o que os fãs querem, afinal são eles que compram e gastam com os jogos, mas acho que as produtoras não podem ceder sempre e aceitar tudo o que eles querem, pois isso pode bloquear o avanço de novas tecnologias e novas experiências de jogo.

No final as contas acho que os hypes não são ruins, eles só devem ser tratados com cuidado pelas produtoras. Aproveitar o hype é bom para promover um jogo específico ou para dar abertura para um novo game, mas sempre deve haver um espaço para inovação.

E você, o que acha dos hypes no mundo dos games? Eles devem continuar sendo usados constantemente pelas produtoras? Deixe sua opinião nos comentários!