No último final de semana terminei Gears of War 3, terceiro jogo da franquia exclusiva para Xbox 360 e tudo que pensei ao terminar o jogo foi: Obrigado Cliff Blezinsk.

Para quem não sabe, CliffyB é o produtor criativo de Gears of War e da Epic Games e uma das mentes por trás o motor gráfico Unreal.

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E o meu agradecimento a esse cara foi por me fazer reviver os bons tempos em que eu questionava o cara da locadora de jogos com a seguinte frase: “Esse jogo dá pra jogar de dois?”. Em muitas ocasiões esse era um fator decisivo para o aluguel de uma fita e hoje definitivamente é o principal motivo para quem tem um Xbox 360, ter a trilogia de Gears of War.

Falando da última geração(Xbox, PS2, GameCube), sinceramente não consigo citar qualquer game que tivesse um modo cooperativo decente como tivemos na época do 16-bit com jogos como Streets of Rage, Double Dragon ou Final Fight.

Por esses fatores, acho correto afirmar que Gears of War conseguiu trazer de volta o espírito do cooperativo, em um momento em que a grande maioria dos jogos não se preocupava com isso, e ainda adaptá-lo da melhor forma para atual geração que tem o modo online bem consolidado.

Gears of War 3

A história é meio canastra? Sim, ela é. Mas é o suficiente para você ter um background e a desculpa necessária para você controlar marmanjões amargurados da vida como Marcus Fênix e sair atirando e matando os Locusts e seus parasitas, com gosto. Esse não é um jogo para ter comoção, principalmente quando ele tenta miseravelmente fazer isso com algumas mortes ao longo do caminho, mas sim para divertir e divertir em grupo.

É como ver Os Mercenários do Stallone e a sua trupe de brucutus e querer que o filme tenha uma história convincente. Você está ali pelas seqüencias de explosões e tiros e não para ver Marcus ou Stallone chorando e se lamentando pelos cantos. O que você precisa saber de história é que a humanidade está correndo perigo e você precisa destruir a ameaça. Isso é o suficiente.

Dom em Gears of War 3

Gears of War 3 em relação a seus antecessores e ao que pude notar, ganhou boas melhorias gráficas com relação aos cenários e aos personagens. É possível perceber isso pelos cenários abertos e mais claros. Pequenas melhorias também no gameplay, mas nada que faça muito diferença a quem já está acostumada com a jogabilidade da série. Há algumas seqüências interessantes fora da dinâmica de avançar com sua trupe por terra, como a do submarino e dos carros de guerra onde você deve escoltar um caminhão, mas tudo sob trilhos. Sua única opção é atirar em tudo que se move, mas sempre com o mínimo de bom senso, pois é extremamente recomendando usar o cenário no meio do tiroteio como cover e em certos momentos você ainda correr o risco de ficar sem balas e pensar numa rápida estratégia para sair daquela situação.

Por exemplo: eu estava defendendo um forte e fiquei totalmente sem munição, pois a quantidade de monstros era insana. Não tive outra opção a não ser ir para cima deles e serrar um a um enquanto meu companheiro me dava cobertura de sniper. Com certeza foi um dos melhores momentos do jogo porque realmente me senti no meio de uma guerra tendo que ser obrigado a agir em conjunto e de uma forma absurda para sobreviver àquela guerra.

Em todas as gerações temos jogos que definem gêneros e viram referência e influência para o que estão por vir e Gears of War está entre eles. Trazendo de volta o coop em sua melhor forma, ele ainda foi capaz de definir o TPS(Third Person Shooter ou Tiro em Terceira Pessoa) com seu ótimo sistema de cover que hoje é usado por muitos os jogos do gênero.

E Gears of War 3 só vem para celebrar o que a franquia conseguiu nesses anos e mostrar que ela ainda é a melhor naquilo que faz e é só o que ela precisa ser: Um excelente jogo de tiro onde o que importa é a experiência e a jogabilidade e não a história e seus motivos.