Eu sou o Batman” é a primeira conquista/troféu que você ganha logo após colocar a sua máscara. E para mim essa frase resume bem o que é esse jogo: Você se sente realmente o Batman. Você respira toda aquela atmosfera do que é o universo do homem-morcego.

O novo jogo se passa pouco tempo depois dos eventos finais de Arkham Asylum, e a situação piorou. O responsável pelo Asilo ganhou notoriedade e colocou Hugo Strange para cuidar do agora presídio Arkham City, comprando um pedaço pobre de Gotham e cercando-o.

Ali dentro foram colocados para “morar” todos os presidiários, sendo eles loucos ou apenas presos comuns.

É nessa situação anárquica que o nosso herói se encontra,  tendo que lhe dar com todos os seus inimigos presos em uma cidade inteira. Enquanto o Cavaleiro das Trevas corre atrás de algo urgente ele tem que contornar as maluquices do Coringa, a política e persuasão do Pinguim, enfrentar o Mr. Freeze (ou Sr. Frio como ficou em português), as charadas do Charada, as ligações de Zsas e muitos outros inimigos e seus capangas.

Nenhum inimigo é propriamente apresentado, Batman já tem um histórico de cada um, e isso pode ser visto na ficha deles que fica no Batcomputador, além de outras informaçoes relevantes. No caso do Coringa a “caixa de mensagens de voz”  é um show a parte e responsável por momentos hilários do jogo.

[A História]

Batman arkham city logo level99A trama do game é muito boa, acredito que todos os desafios de Batman, os que seguem a linha principal e os que seguem uma linha independente casam muito bem no ambiente e na história.

Li muita crítica dizendo que o game tinha muitos vilões, mas discordo, acredito que eles dão um toque do que é a vida do Morcegão. Tudo acontece ao mesmo tempo e cada vilão atua em um segmento fazendo as suas próprias maldades, sejam sozinhos ou com seus capangas.

O jogo é praticamente um “Capitulo 2″ de Arkham Asylum, e na verdade acho até que os 2 games caberiam em um só, pois são bem curtos.

Outro ponto interessante é a visão da Mulher Gato. Comprando o jogo original, você pode baixar a Mulher Gato e ter a visão dela de algumas partes da trama. Ela é totalmente opcional mas faz todo sentido dentro do jogo e está inserido nele de forma a você nem perceber que é um DLC.

[Jogabilidade]
Para quem jogou o primeiro jogo (não vá jogar Arkham City antes de Asylum, você estará perdendo MUITO da experiência que é esse jogo) vai reconhecer todos os comandos e a maioria dos gadgets dos quais Batman usa no jogo anterior.

A quantidade desses gadgets aumentam e eles são muito mais usados em batalhas e não só para passar de um puzzle específico.

E o combate com vários inimigos (que chuta a bunda de Assassins Creed) é uma experiência a parte. Já era muito bom no jogo anterior e nesse está melhor ainda: os inimigos são mais variados e mais espertos (não tanto, mas são) e a variação de combos, também por causa dos gadgets, aumentou consideravelmente.

[Gameplay]
Tudo no game funciona muito bem, você jogador não é tratado como um idiota, você é o Batman! E o Batman não é idiota e dificilmente é enganado.

Batman Arkham City logo level99

Alfred: "Senhor? Mais um dispositivo? Você não acha que está precisando de um cinto maior?" Batman: "Já tentei, muito pesado e atrapalha os movimentos. Me avise quando o dispositivo chegar"

Piadas a parte, o game traz tutoriais para melhoria das suas habilidades pessoais. Quando uma nova habilidade é introduzida ou um gadget novo é adicionado, há sempre um puzzle ou inimigos para você poder testar aquela habilidade. Nada de tutoriais sacais com textos gigantes. Tudo faz parte do jogo, até mesmo as partes explicativas. O Batman apenas liga para a Oráculo ou para o Alfred para pedir alguma informação a mais quando ele precisa.

O jogo flui em todos os sentidos. Quando você começa a voar com a capa pela cidade, os primeiros voos são ridículos, e você depende da garra o tempo todo para não cair no chão. Com o passar do tempo, meio que automaticamente, você fica mais habilidoso e começa a fazer coisas incríveis. E é assim com praticamente tudo no jogo.

[Considerações]
No final das contas é um jogo que precisa ser jogado e não é a toa que esse foi um dos melhores do ano de 2011. Se você é fã ou não do Batman, é uma experiência fantástica de história, diversão e jogabilidade. Um jogo extremamente bem feito e conciso, com pouquíssimos bugs ou mesmo erros de tradução.

As minhas poucas críticas são sobre a duração do jogo. Em cerca de 16 horas você completa a trama principal do jogo. Claro que o gameplay te traz muito mais coisas opcionais que faz com que você possa gastar até umas 50 horas.

Minha dica final é: Espere os créditos do jogo.

A minha torcida é que tenha um próximo jogo em Gotham City.

Veja um vídeo que mostra um pouco do GamePlay:

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