Fui no sábado, do último final de semana da Bienal dia 21, e quando penso na Bienal do Livro penso em “Como estava lotado”.  Poxa vida, é o primeiro ano que não consigo dar uma olhada em tudo. Tive que montar uma estratégia para poder desbravar o local e como fui num grupo de pessoas tivemos que “Dividir e Conquistar”.

Meu objetivo final, era a palestra do Eduardo Spohr e, claro, estava com o meu exemplar da “A Batalha do Apocalipse” para ser devidamente autografado. Meu irmão e meu amigo foram embora mais cedo, tinham outros compromissos, mas minha namorada ficou comigo até o final.

Primeira passada foi no stand da Panini. Estava tão lotado como todo o resto, o espaço era muito mal distribuído e apertado. A fila então nem se fala, dava voltas [literalmente] no stand. Fiquei mais de 1 hora e nem consegui achar tudo que eu queria. Os únicos atrativos eram um boneco do Homem de Ferro em tamanho real e um batmóvel.

Homem de Ferro na Bienal do Livro de São Paulo

Depois da Panini tive que enfrentar as filas e a muvuca da Comix que era muito mais organizado por sinal, mas tinha fila até para entrar.

Dei uma passada na Conrad só para desencarco de consciência e acabei encontrando os livros do “Calvin & Haroldo” com descontão. Levei um e o título não podia ser melhor: “Deu ‘Tilt’ no progresso científico“.

Passei na Intríseca meio “sem querer”, entre aspas mesmo pois não estava planejando naquele momento e acabei levando o volume que faltava de Percy Jackson intitulado “O último Olimpiano” e de quebra “O arquivo do Semideus”.

Livros Bienal do Livro sp

Depois de mais um perambulada fui para a frente do Stand da Record meia hora antes do horário previsto para começar a palestra do Eduardo Spohr e descobri que estava cheia de fãs na fila. Os funcionários do Stand estavam malucos, pois o que ia rolar na verdade, é que a palestra seria numa sala específica longe dali e só entrava quem tinha uma senha que foi distribuída pela manhã e que ali era só a fila dos autógrafos.

Na hora pensei um enorme “FUCK” mas fiquei quieto, pois eu não conseguiria ver a palestra que valia mais que um autógrafo. Vendo a minha cara de “pokemon fudido” uma senhora na fila [agradeço ela se estiver lendo esse post] me deu a senha dela pois ela preferia [eu acho] ficar ali na fila dos autógrafos à ver a palestra.

Saí dali para o local indicado pelo pessoal do stand, que por incrível que pareça se chamava estação espaço Orquídea [quem conhece  Lost vai entender]. Depois de finalmente achar o local, consegui ver a palestra e até minha namorada conseguiu entrar pegando uma pequena fila para os que não tinham a senha.

Eduardo Spohr é uma simpatia e humildade em pessoa. Segurou bem as pontas sozinho praticamente a palestra inteira enquanto esperava Jovem Nerd e Azaghâl chegarem. Elogiou bastante e os fãs, falou um pouco do processo de criação e o que ele passou até chegar ali, depois abriu para que as pessoas fizessem perguntas.

Jovem Nerd, Eduardo Spohr e Azhagâl - Bienal do Livro São Paulo

Poucas, mas interessantes, coisas foram reveladas na palestra:
– Eduardo Spohr está pensando em lançar um novo livro no mesmo mundo de “A Batalha do Apocalipse”. Não se sabe se sai pela Verus ou pelo Jovem Nerd, mas já está quase certo. Este livro será um prequel do primeiro;
– Spohr diz que vai lançar mais um livro pelo selo Nerdbooks, e vai ser um de humor com temática voltada a assuntos ligados ao Jovem Nerd;
– Deu o seu parecer a respeito dos livros digitais, onde disse que só emplacaria se fosse alguma forma de expandir o universo do livro;

Depois da palestra a fila estava muito maior para pegar um autógrafo e todos teriam uma foto tirada e divulgada no flickr, mas já estava morto de cansaço, tinha chegado às 10 da manhã e já eram quase 16 horas e não tinha almoçado.

Resolvi ir embora e enquanto saia vi a fila monstruosa para entrar no salão do anhembi. Pelo que avisaram pelos auto-falantes tinham mais de 5 mil pessoas sendo seguradas do lado de fora esperando algumas pessoas irem embora para poderem entrar.

Saldo final da Bienal foi bem positivo. Comprei alguns livros que pretendia, alguns mangás atrasados e dois livros que não estavam nos planos, mas não me arrependo.

Esse tipo de evento é um local perfeito para nerds e não nerds e para todos aqueles que gostam de leitura em todos os formatos possíveis. É uma ótima oportunidade de encontrar seu autor favorito e principalmente para comprar pois os preços SEMPRE são bem mais baratos, além de brindes e promoções. Vale a pena :)